sábado, 9 de novembro de 2013

              O RAPTO DE RICARDO KLEMENT




Ao começo da noite do dia 11 de Maio de 1960, eram umas 8.20, Ricardo Klement apeou-se de um autocarro de carreira na Calle Garibaldi, no bairro de San Fernando, arrabaldes de Buenos Aires.


Vinha cansado e parecia ansioso por chegar a casa. A rua estava praticamente deserta àquela hora e Ricardo Klement a princípio não se apercebe de um automóvel que silenciosamente lhe segue os passos. Dentro do automóvel que acompanha Ricardo Klement na Calle Garibaldi, naquela noite de 11 de Maio, seguem quatro homens. Quatro homens que têm como missão apanhá-lo, raptá-lo. Um desses homens conduz o carro, outro parece ser o chefe deles, um terceiro levou a vida a especializar-se em apanhar homens à mão nas ruas de qualquer cidade do mundo e sabe que o pode fazer em 12 ou 15 segundos. O último dos quatro homens está ali para o que der e vier.
Ricardo Klement caminha depressa. Quer ir sentar-se à mesa e jantar com a família. Estuga o passo. O automóvel que o segue acelera ligeiramente. Klement dá por ele. Olha para ele com curiosidade. Assim que Klement olha para o lado, o especialista em capturar homens na rua, sai do carro, vai para ele, mas tropeça num atacador do sapato e por um tris não se estatela ao comprido.
Há um momento de estupefacção. Ricardo Klement olha em volta. A  rua está deserta e o homem do atacador está fora de combate. Ricardo Klement vai começar a correr. Numa fracção de segundo, o que ia sentado ao lado do condutor e que parecia o chefe, salta do carro, fila Ricardo Klement pelo pescoço com uma força que parecia querer fazer-lhe saltar os olhos das órbitas. Mas esse chefe do grupo não queria matar Ricardo Klement. Só o queria raptar.

       

Outras versões asseguram que o raptor principal se acercou de Klement antes de o filar e lhe disse: “olhe, desculpe, só um momentinho, por favor”, e que Klement o olhou desconcertado. Seja como for, Ricardo Klement é dominado e atirado para o banco de trás do automóvel. E o automóvel arranca a grande mas não exagerada velocidade.
O rapto de Ricardo Klement demorara cinco segundos a executar.
Talvez tivesse levado dois anos a planear.
No banco traseiro do carro, Ricardo Klement, muito combalido do ataque, parecia sufocar. Um dos homens deu-se ao trabalho de lhe mexer o maxilar para cima e para baixo, até o acalmar, não queria de maneira nenhuma que ele lhe morresse nas mãos.
Quando, mais calmo, Ricardo Klement perguntou o que significava um desaforo daqueles ninguém lhe respondeu.
O carro chegou a uma casa (chamada casa segura nos meios secretos) distante uns 5 quilómetros da Calle Garibaldi. O silêncio entre os raptores era total, era de chumbo.
O chefe do grupo ordenou a Ricardo Klement que se despisse. Por completo. E porquê? Porque esperava encontrar-lhe no corpo um sinal, uma tatuagem muito reveladora. Mas não encontrou. E por isso ficou cheio de dúvidas. Teria raptado o homem certo? Se não fosse aquele o homem certo seria uma catástrofe, o grupo teria de sair imediatamente do país fosse de que maneira fosse.


Mas o grupo tinha consigo outros sinais identificadores do homem que procurava. Tinha as medidas precisas do corpo dele. E o passo seguinte foi medirem-no. O diâmetro da cabeça. A distância entre o punho e o cotovelo, entre o joelho e anca. E batia certo.


Algemaram-no aos varões de uma cama.


E passaram-se cerca de 12 horas do mais absoluto silêncio.
O objectivo do silêncio e do abandono era, evidentemente, vencer as resistências de Ricardo Klement, deixá-lo no ponto moral mais baixo, deixá-lo numa situação mental lastimosa.
Ao cabo de dessa dúzia de horas, Ricardo Klement achava-se num estado vizinho do desespero.
O chefe do grupo perguntou-lhe  o nome. A resposta foi um nome espanhol. Não. Queriam outro nome.
O prisioneiro declarou então chamar-se Ricardo Klement.
Não era o bastante para os raptores. Queriam dele um nome total e inequivocamente alemão. Ricardo Klement. Não. Havia outro. Queriam o outro. Qual outro? O verdadeiro.
Então, muito digno, quase marcial, Ricardo Klement endireitou-se e disse o nome alemão que os raptores procuravam. Adolf Eichmann. O nome SS.
Bastava. Seguiu-se novo silêncio profundo.


Os raptores não queriam mais nada dele. E passaram os sete dias seguintes fechados naquela casa.
(Lembrei-me disto a propósito do filme que anda a correr pelos cinemas, Hanna Arendt.)
Um pormenor intrigou os raptores. Como é que Adolf Eichmann conseguira ver-se livre da profunda tatuagem com que os oficiais SS eram marcados? Bom, é destas coisas… não sei se o souberam. O que acontecia era os raptores terem consigo a nota de assentos e a ficha pessoal de Adolf Eichmann elaborada pelas próprias SS com todos os sinais de identificação.

                                                            

                                                                                           

        

                                                        

Logo após o fim da II Guerra houve sobreviventes do Holocausto que meteram mãos à tarefa de seguir os passos dos criminosos de guerra nazis. Intitularam-se os vingadores. Nunca se preocuparam com quesitos legais. Todo o ex-nazi criminoso que encontrassem por esse mundo fora era sumariamente assassinado. Diz-se que nunca mataram nem um inocente.
No entanto, em termos formais, enquanto Estado soberano, não houve inicialmente da parte de Israel demasiada pressa em perseguir nazis. As prioridades eram outras.
Mas em 1957 chega aos serviços secretos israelitas uma notícia deveras estimulante. Um velho cego ouvira falar muito no apelido Eichmann nos tempos do julgamento de Nuremberga. Na Argentina, a filha desse velho cego conhecera um tal Nicholas Eichmann. Era coincidência a mais. O caso foi aos ouvidos de um judeu de Essen, chamado Fritz Bauer,   o qual comunicou imediatamente a nova ao governo israelita de David Ben Gurion. O tal rapaz, Nicholas Eichmann, não era nada, era simplesmente filho de Adolf Eichmann.


O governo de Israel envia um agente a Buenos Aires para investigar. O resultado da investigação não foi conclusivo. O agente tinha encontrado um homem chamado Ricardo Klement. Mas não devia ser esse o criminoso de guerra que procuravam. No entanto, pelo sim, pelo não, os israelitas enviaram uma segunda equipa de agentes. E esses chegaram à conclusão de que aquele Ricardo Klement era mesmo o homem que procuravam. E a operação de captura começou a sua fase de planificação. 
Será que o governo argentino conhecia a identidade de Ricardo Klement? Conhecia. Conhecia a identidade de Ricardo Klement. Não conhecia a de Adolf Eichmann.
Um problema: a família do homem chamado Ricardo Klement. No caso de ele ser apanhado pelos israelitas, a família comunicaria às autoridades o rapto exactamente de quem? Do cidadão Ricardo Klement, ou do ex-coronel SS, Adolf Eichmann?
Outro problema: com que alianças contaria Eichmann na Argentina? Que relações teria? A que nível? Que poderes?
A planificação do rapto continuava a ser feita nos gabinetes secretos da Mossad. Os riscos eram muitos. A equipa seleccionada de raptores teria de trabalhar a milhares de quilómetros de distância da base. Teria de servir-se de documentos falsos. Teria de depender logisticamente apenas de si mesma. Teria de se defrontar com um quadro de possíveis, e imprevisíveis, hostilidades, visto que a Argentina era um cóio de nazis. Os agentes da Mossad correriam sério perigo de vida ou de prisão. A descoberta da operação criaria um conflito diplomático internacional de dimensões imprevistas.
Viriam a ser alugadas em Buenos Aires sete casas seguras a contar com algum imprevisto e a dar-se o caso de precisarem de transferir o prisioneiro para despistar as autoridades. Também seria alugada uma quantidade de automóveis para o que pudesse vir a ser preciso. Disso se encarregaria o homem da Mossad estacionado na Argentina.
Mas agora os dias passam-se em silêncio na casa segura onde a equipa de raptores sequestrou Eichmann. Tirando o chefe da equipa só a um dos homens, um especialista em interrogatórios, era permitido falar com o prisioneiro.


Ao agarrar Eichmann na rua, passou pela cabeça do raptor tapar-lhe a boca até à sufocação. Fá-lo-ia ao homem que dera a ordem de deportar e matar a sua própria irmã, em Auschwitz. Mas não o fez. Actuou como um profissional.
Ao chefe da equipa israelita de raptores intrigava a estrutura mental de um criminoso de guerra nazi. E o homem surpreendeu-se ao aperceber em Eichmann um homem normalíssimo, quase um pobre diabo. E Eichmann um dia perguntou-lhe:
- Foi você o homem que me raptou?
- Como sabe?
- Nunca me poderei esquecer de que na Calle Garibaldi me disse ‘só um momentinho, por favor’.


O chefe da equipa apareceu e quis perguntar a Eichmann os porquês. Sim, porque tinha feito o que tinha feito aos judeus?
E começou por perguntar a Eichmann pelo filho. Eichmann virou a cabeça.
- Mataste-o?
- Não.
Pois não. Nem ele nem nenhum dos daquela equipa tinha contas com a família Eichmann. E demais, a ideia não era matá-lo. Isso teria sido muito fácil. A ideia era levá-lo até Jerusalém.
- Mas então, diga-me, Herr Eichmann, porque é que o seu filho está vivo e o filho da minha irmã, que tinha, como o seu, cabelos loiros e olhos azuis, está morto?
- Então ele não era judeu?
- Era.
- Então… o meu trabalho era esse. Que podia eu fazer? Cumpri ordens. Era um soldado. Você veio capturar-me porque alguém lhe deu ordens para isso. E você está a cumpri-las como um soldado. Ouça uma coisa… nunca matei ninguém. Só fui responsável pelo transporte de pessoas.
Primeiro, Eichmann recusou servir-se da casa de banho. Mas quando lhe deram uma ordem em tom militar ele perfilou-se e obedeceu. E lá foi à casa de banho arrear o calhau.
   Será a universal instituição militar, com o seu sagrado princípio da obediência cega às ordens, a principal instituição da desumanidade, da crueldade, da imoralidade? Pergunto.
E Eichmann, que nunca pediu perdão por nada do que fizera, ao ir à casa de banho daquela casa secreta de Buenos Aires, desatou a pedir mil perdões de cada vez que do seu corpo se soltava uma bufa. Verdade.
E como conseguira Eichmann chegar à Argentina?
Logo no fim da guerra, Adolf Eichmann foi capturado pelos americanos e posto num campo de prisioneiros – com todo o rigor, num campo de concentração: campos de concentração não os houve apenas alemães.


Mas em 1946 Eichmann consegue fugir desse campo. Como? Quem o poderá saber?


E depois fartou-se de viajar. Andou pela Itália e pelo Médio Oriente. Não me perguntem a fazer o quê. Sei que se servia de um passaporte legal, legalíssimo - quem sabe até se benzido, abençoado. Sim. Era um passaporte passado pelo Vaticano em nome de Ricardo Klement.


Em 1950, de posse desse passaporte e da falsa identidade de Ricardo Klement, Adolf Eichmann chegou à Argentina. Pelo menos os serviços secretos israelitas têm notícia primeira e documentada dele no país do tango (enquanto Ricardo Klement, claro) em Julho de 1950. E sendo bem possível que lá tivesse chegado um pouco antes para ir trabalhar não sei em quê para Tucumán.


Decidido o rapto, os agentes da Mossad deslocam-se para Buenos Aires num avião da El Al sob a cobertura de uma delegação israelita que iria assistir às comemorações dos 150 anos da independência argentina. Nunca nenhum dos outros delegados percebeu nem o que representavam aqueles mânfios calmeirões na delegação, nem por que carga de água tinha sido construída uma cela gradeada na parte traseira do avião.
Em Buenos Aires estiveram três dias a observar os movimentos de Ricardo Klement. Ficaram a saber que Klement, uns tempos antes, andara de Mercedes com motorista e que mais recentemente passara a andar de autocarro. Porquê? Sabe-se lá.

O ambiente de silêncio na casa segura para onde tinham levado Adolf Eichmann devia ser de cortar à faca. Os agentes não falavam entre si para não denunciar ao prisioneiro o nervosismo em que estavam antes de ver concluída a missão, e considerados, evidentemente, os riscos que ainda corriam se o caso desse para o escândalo. Além disso, sabiam que uma demonstração de menos serenidade da parte deles daria esperanças ao prisioneiro. E também sabiam que um homem desesperado, se nota por acaso que alguma esperança lhe resta, pode tornar-se perigoso. Os raptores queriam tratar com um Eichmann totalmente indefeso.

        

E bem queriam os raptores levar com eles para Israel mais alguém além de Eichmann. Bem queriam eles deitar a luva a Joseph Mengele, o “médico da morte”. Havia rumores de que esse também poderia estar na Argentina. E sobre isso interrogaram incansavelmente o próprio Eichmann. Que, evidentemente, alegava nada saber da presença na Argentina de outros notórios nazis, Mengele, Bormann e assim. E alegava-o com tanta convicção que os experimentados operacionais da Mossad se contentaram e não duvidaram dele. Aliás, a decadência social de Eichmann (da limousine com motorista ao autocarro da carreira 202 de San Fernando) poderia dever-se, em grande medida, ao afã de vários serviços secretos na sua localização e captura. Eichmann vivia muito pobremente. Era ele o homem mais procurado. Ninguém queria aproximar-se dele, fosse alemão fosse argentino. Quem lhe estivesse próximo metia-se em sérias alhadas.
Faltava então a outra parte arriscada da acção. Transportar o prisioneiro para o avião e levantar vôo com ele até Jerusalém.
A primeira bola a sair do saco seria vestirem-lhe um uniforme da El Al, a companhia nacional israelita de aviação. Os agentes tinham pensado em tudo e tinham trazido um à medida do corpo de Eichmann. E um passaporte. Falso, já se vê.
Mas, vamos lá a ver… e se no momento de chegarem ao aeroporto de Buenos Aires o prisioneiro, antes de ser embarcado, armasse estrilho, começasse a gritar por socorro?
Independentemente disso, os ex-nazis que viviam na Argentina podiam ter suspeitado, podiam entretanto ter denunciado o caso ao governo argentino.
Bom, segundo alguns relatos, Adolf Eichmann foi injectado com uma droga pelos agentes da Mossad, dando a ilusão de que estava perdido de bêbedo. Segundo outros relatos, Eichmann foi obrigado a emborcar uma garrafa inteira de whisky, o que o teria deixado bêbedo de verdade. Prefiro, para efeitos dramáticos, esta última versão.

                                                                         


No dia 21 de Maio de 1960, todos os agentes vestiram uniformes da tripulação da El Al, salpicaram-se profusamente de whisky, puseram às três pancadas um boné na cabeça de Eichmann e meteram-se num dos automóveis. Apertaram-no entre eles no banco traseiro.


À porta da entrada das tripulações do aeroporto havia soldados argentinos. O avião já tinha os motores ligados. Os soldados aproximaram-se da viatura. Dentro do carro, o pivete a álcool era por demais. Eichmann ressonava. O chefe da equipa, fingindo-se zonzo, disse aos soldados que as bebidas argentinas eram muito fortes e que aquele colega não aguentara. Os soldados fartaram-se de rir.
Era meia noite e cinco quando o avião descolou rumo a Israel.
Eichmann continuava a ressonar, mas agora atrás das grades da cela improvisada no avião. Os operacionais afirmaram a pés juntos que o governo argentino não tivera o mínimo conhecimento da operação.
Não sei por que meios, os agentes israelitas convenceram Eichmann a assinar um papel. Declarava por sua honra que abandonava a Argentina voluntariamente.
A notícia da captura de Adolf Eichmann cai no mundo inteiro como uma bomba. (Sou ainda suficientemente jovem para me recordar disso.) As pistas, os testemunhos, as histórias aventurosas sobre ex-criminosos nazis refugiados na Argentina e noutros países da América Latina começaram a disparar nas agências de informação. Mas não era possível apurar nada de concreto. Porém, o caso Eichmann era a prova provada de que a pista sul-americana ainda podia render muito aos caçadores de nazis.
A fuga de nazis alemães, ou de croatas e italianos fascistas para a Argentina era chamada a “rota das ratazanas”. A sociedade civil argentina fechara os olhos a tudo. Os poderes políticos foram cúmplices, evidentemente, e com os holofotes a incidir sobre a figura do ditador, general Perón. Contava-se mesmo que Perón disputara a primazia no asilo dos ex-nazis com os próprios EUA. Disputara antes de mais uma certa classe de ex-nazis, os cientistas e engenheiros da indústria pesada alemã, doravante desempregados.


Eichmann enfrenta o tribunal em Jerusalém e fala-se de um direito de soberania nacional que os agentes da Mossad teriam violado com toda a audácia e todo o descaramento.
Não era moral um país mandar raptar pessoas a outro país?
Ou era, atendendo ao passado, e dadas aquelas especiais circunstâncias?
Os pormenores da acção de Eichmann e respectiva responsabilidade na organização do Holocausto, somada à intensa propaganda israelita (sionista, se quiserem), depressa apagariam os pruridos jurídicos.
O processo de Eichmann começa em Jerusalém no dia 11 de Fevereiro de 1961.
É acusado de 15 crimes – muitos deles considerados contra a Humanidade; outros contra o povo judeu; e outro de pertença a uma associação criminosa.
As sessões do julgamento são transmitidas em directo pela televisão.


Eichmann está sentado numa caixa de vidro à prova de som e de bala. Invoca a seu favor um argumento principal, único. Limitara-se a cumprir ordens.


Considerado culpado de todas as acusações e sentenciado no dia 2 de Dezembro de 1961 (contra a lei israelita) à pena de morte, a 1 de Junho de 1962 o alçapão da forca da cadeia de Ramla abria-se para Eichmann. O corpo é cremado e as cinzas são lançadas ao mar.
     Conta-se que pouco antes desse dia 1 de Junho de 1962, Eichmann foi visitado pelo chefe do grupo operacional que o raptara em Buenos Aires. Conta-se que Eichmann lhe terá dito:
- Deixa lá que a tua hora também há-de chegar, judeu de um cabrão.
Conta-se que o agente lhe terá replicado:
- Sim, Adolf, há-de chegar, mas não hoje, filho… não hoje.


                                                                           

No fim desta história moral só me resta saber quem foi realmente o chefe de equipa que capturou Adolf Eichmann em Buenos Aires. Há dois agentes famosos da Mossad a contar mais ou menos a mesma história e a reclamar-se dos louros da captura: Peter Malkin e o célebre mestre espião Rafi Eitan. Por esta e por outras façanhas ambos foram venerados como heróis pela comunidade dos serviços secretos israelitas. Mas resta-me saber qual deles foi o herói no caso Eichmann. A menos que se trate de uma e da mesma pessoa, coisa que nos meandros do serviços de espionagem nem seria para admirar.



 















3 comentários:

  1. Caro Joel Costa
    Foi com enorme alegria que descobri há pouco a existência do seu blog. E não se pode tocá-lo? Ouvi-lo?
    Dei-me conta de que tinha saudades da companhia da sua voz e das suas músicas, para lá dos textos que continuam a brilhar na noite escura.
    Bem haja

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  2. Exactamente como diz Miguel Cardoso: conhecimento, fina ironia. Falta-nos a palavra dita e a música. Mas EXISTA e brilhe-nos, Joel!

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  3. Excelente!

    Uma curiosidade final: e já chegou também, enfim, a hora desse judeu de um cabrão, perdão, do(s) autor(es) do referido livro?

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